Mas ó, que sensação boa!

Feliz, feliz, feliz! E acho que isso ainda não descreve tão bem a maneira  como me sinto. Na segunda-feira vimos nosso filhote, estávamos com saudade. Não o víamos desde novembro do ano passado e a ansiedade já estava no nível máximo! Affff gente, não tem coisa que deixe uma mãe mais feliz do que ver sua cria, isso que o Gabriel ainda nem saiu da barriga, imagina a loucura quando ele sair? (Espero não ser daquelas mães piradas que não desgrudam do filho, rs…) Bom, o que sei é que consegui ver tudo: orelinhas, pés, mãos, dedinhos, narizinho, lábios, pintinho, até as partes gordinhas da palma da mão eu puder ver e me derreti. Tudo é tão fofo…até mesmo o cérebro, coração, pulmões, estômago, rins e ossos, tudo lindo, rs…

Saí de lá feliz e orgulhosa do meu pimpolho de 500g, tudo certinho, no lugar. E já dentro da barriga tirou nota 10! Sim, o médico deu nota máxima pra ele, hahaha…viram só que aplicado?  Aplicado e espoleta, não pára de se mexer, é chute, soco e cambalhotas o tempo todo. O dia inteiro fazendo folia na barriga da mamãe. Mas ó, que sensação boooa! Pode bagunçar à vontade filhote, que eu adoro!

A barriga finalmente cresceu, creio que as sensações-surpresas da gravidez agora diminuam e é o momento de curtir plenamente essa fase! Junto com “curtir essa fase”, ainda tem o preparar o quartinho, terminar enxoval, fazer cursos, fazer chá de panela e outras coisinhas de ordem prática que tornam essa fase menos tranquila do que eu esperava.

Só que eu sou uma garota de sorte e tenho amigas mara que me ajudam sempre que preciso. Desde que engravidei percebi que as mães recentes e conhecidas acabam formando uma espécie de irmandade, apoiando umas as outras e dividindo experiências.  Não sei o que acontece, mas temos mesmo vontade de ajudar as mães e gestantes mais recentes. Depois que descobri minha gravidez, já engravidaram algumas amigas, conhecidas e colegas e, realmente, a vontade de saber como estão e de ajudá-las caso necessitem, mesmo com a pouca experiência que adquiri até agora, está sempre presente.

Feliz, feliz, feliz! E que venha a 23ª semana e as próximas.

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E a cintura ó…

Muitas coisas já passaram em minha cabeça desde o último post, junto às mudanças corporais que são inúmeras e muito curiosas. A barriga já aparece um pouquinho, já posso ir pro Caixa Preferencial sem medo de ser barrada, rs…

Barriga maior significa Gabriel mais pesado, ocupando mais espaço, o que resulta em muitas idas da mamãe aqui ao toilette. O que se economiza em absorvente, gasta-se em papel higiênico, hehehe. Mas ok, tá tudo passando tão rápido que tô curtindo até isso! Já são 5 meses de gestação, a ansiedade aumenta pra chegada do Gabi,  a vontade de ver o quartinho pronto é cada vez maior e o prazer que sinto ao comprar e ganhar cada roupinha ou presentinho pro meu baby é imenso. Falo com ele pelo menos uma vez por dia, é engraçado e delicioso ao mesmo tempo, embora eu ainda não o sinta mexer (a não ser daquela vez que comentei, no post anterior).

Até agora não engordei, pelo contrário, emagreci. Mas com certeza isso está prestes a mudar, o apetite está ainda maior agora! Apesar de o diâmetro da cintura ter aumentado consideravelmente, nunca me senti tão feminina!

Fonte: Getty Images

Fonte: Getty Images

Well, well, well…

Sabem o que é difícil nessa coisa de estar grávida? É segurar a emoção quando você se dá conta que vai ser mãe e que seu filho já tem nome. Parece que ao poder chamá-lo pelo nome, ele se materializa, como se antes ele não fosse de verdade, como se a distância entre mim e ele antes fosse imensa. Mas, saber o sexo e poder dar nome ao bebê muda tudo. Nesse momento não consigo segurar o choro, pensando que daqui a alguns meses o maior amor da minha vida estará aqui, do lado de fora. Poder chamá-lo pelo nome é incrível! Não esperava tamanho sentimento nesse momento. Isso tudo é muito louco!

A expressão “o milagre da vida” nunca fez tanto sentido pra mim. Como pode? Como é perfeito! Como tudo se transforma e se sustenta de maneira tão harmoniosa! E eu aqui, de agente e espectadora ao mesmo tempo! Bestificada com a beleza da natureza.

Ciente de todos os desafios e mudanças que virão, nada é maior que a expectativa e a felicidade que me tomam agora e a todo o momento, só de imaginar que a cada dia serei um pouco mais mãe, até o dia do nascimento do Gabriel e dali em diante.

Gabriel
P.S.: Minutos depois de escrever esse post, senti pela primeira o Gabi mexer. Acho que ele também tá feliz por ter sido “descoberto”, rs…

Com que roupa eu vou…

Difícil! Difícil mesmo achar uma roupa que fique confortável e bonita nessa fase. Estou no terceiro mês de gestação, a barriga ainda não aparece, mas as medidas já estão bem alteradas. Já perdi cintura, os peitos aumentaram de tamanho e a circunferência da barriga já não é mais a mesma. O cós da calça começa a incomodar, as blusas já começam a apertar no busto e o umbigo já fica marcado.

Em uma saída desesperada no shopping para encontrar calças, saias e shorts com cós em elástico, me dei mal. Tudo parece ficar desajeitado, feio…voltei pra casa infeliz. Parti então para compras online. Comecei pesquisando marcas de roupas para gestantes. Achei duas que gostei  muito: Megadose e Emma Fiorezi. Roupas lindas! Mas, caras demais pra usar por alguns meses somente. Continuei na mesma.

Acho que o negócio vai ser ir adaptando o guarda-roupa aos poucos, sem abrir mão do conforto e do bom gosto. Enquanto isso, aceito dicas!

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Ah, sacanagem!

Não tenho tido muitas novidades nesse início de gravidez.  Mas vamos às poucas que tenho:

– Entrei na 9ª semana ontem, êeee agora o baby já tá ficando com feições humanas, que bonitinho!

– Minha barriga ainda não aparece como de uma grávida, mas já deu uma saltadinha, como de uma mulher um pouco barrigudinha mesmo.

– Continuo enjoando, os cheiros estão me incomodando demaaaais! TODOS! Inclusive o MEU PRÓPRIO! E sim, eu tomo banho, sou limpinha, rs… Poxa, enjoar do próprio cheiro é sacanagem, né?! Faço o que agora? Arranco a pele? Rs….não querida, respira de leve (porque se respirar fundo vai ser pior) e espera esses primeiros 3 meses passarem logo. Ah, e torce pra tudo isso não se estender além do primeiro trimestre.

 

Na semana passada muitas das minhas “encucações” e medos se desfizeram em frente a um monitor grandão. Fiz meu primeiro ultrassom. Sabe cena de filme ou de novela em que tem aquele fundo musical que faz todo mundo chorar e até o médico parece estar comovido? Pois então, na vida real não é assim. Exceto pela emoção que eu e o maridito sentimos ao ver nosso filhotinho de 16,4 mm na telona. A frieza do exame não nos permitiu chorar, nem deu tempo! Quando estamos grávidas achamos que todos vão nos paparicar, besteira né?! O médico tá lá, fazendo mais um ultrassom de alguém que ele não conhece. Mas, deixando as falsas expectativas de lado, o ponto alto do exame foi ouvir o coração do nosso embriãozinho batendo acelerado, feito uma locomotiva, a 171 bpm. Foi muito emocionante, eu ficaria ouvindo aquele som por muitos minutos ainda, mas o exame tinha que continuar. Saímos tranquilos, radiantes e bem bobos com a foto do nosso filhote nas mãos e a certeza de que é um só (rs…) e que ele e a mamãe estão ótimos! O que mais gosto de ver no exame, depois da foto da minha pequena locomotiva é a “Impressão diagnóstica”, que diz assim: – Gestação tópica, embrião único e vivo. – Idade gestacional pela medida embrionária, compatível com 8 semanas e +/- 5 dias.

Baby

DEVORANDO

Todos dizem que deve-se esperar até os três meses para contar a novidade, quando a gravidez já está mais estabelecida, segura. Mas, diante de tanta felicidade, como é possível segurar a língua? Ou então, como contar para e família e amigos que te amam e dizer pra guardarem segredo? Vi a felicidade estampada no rosto de cada um quando contamos a novidade, não seria justo com eles! Diante de todo esse cuidado, que não tivemos, fica a insegurança e a pressa para que esses três primeiros meses passem bem e rápido.

Tenho uma irmã e amigas maravilhosas, que estão sempre comigo, se preocupam e me mandam dicas sempre que preciso. Recentemente duas delas me emprestaram alguns livros sobre gestação. Já comecei a devorá-los. A insegurança e a dúvida reinam no início da gestação e um desses livros, particularmente, me ajudou muito e também mencionou os poor boys que comentei em outro post. Me fez perceber que não sou louca e que essas sensações que estou experienciando são absolutamente normais. O livro chama-se O Caminho do Cegonha, organizado pelo Dr. Jean Carl Silva, editado e publicado pela editora da Univille.

“O primeiro trimestre é vivenciado por boa parte das gestantes como um período de adaptação associado a diversos desconfortos físicos e questionamentos ou dúvidas de ordem psicoemocional. São poucas as mulheres que afirmam não perceber nenhum tipo de alteração ou desconforto nos três primeiros meses, nem que este constitua apenas o constrangimento ou a dúvida em entrar numa fila destinada exclusivamente às gestantes!

Mas, se a mulher vivencia esse momento de forma tão subjetiva, o que poderíamos falar a respeito dos homens? Estes, além de não terem nenhuma noção concreta do que é gestar um novo ser, estão vivendo ao lado de um ‘vulcão’ de emoções desconhecidas!”

Hoje completo 9 semanas, de acordo com o Baby Center. Feliz! Amanhã será minha primeira consulta médica, torçam por nós, pois lá vou eu cheia de medos e dúvidas.

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